Seleção Brasileira Infanto-Juvenil: Avaliações para formar equipes começam neste sábado
O objetivo das avaliações no Aryzão é fechar o grupo que disputará o Campeonato Sul-Americano infanto-juvenil deste ano
Foto: Divulgação CBV
Técnico Percy Oncken
De dois em dois anos, novas seleções brasileiras infanto-juvenis de vôlei são formadas. Com o objetivo de buscar atletas com potencial para vestir a camisa verde-amarela, treinadores e comissões técnicas da base saem pelo Brasil, observam diferentes campeonatos e selecionam jovens jogadores para serem avaliados. A partir deste sábado (30.01), os 100 escolhidos - 46 meninos e 44 meninas - estarão no Centro de Desenvolvimento do Voleibol, o Aryzão, em Saquarema (RJ), disputando a sonhada vaga para representar o Brasil nas competições internacionais.
Técnico da seleção infanto-juvenil feminina, Antonio Rizola explicou como é feito o trabalho de observação. "Neste ano, estivemos presentes em todos os Campeonatos Brasileiros de Seleções, nos principais campeonatos regionais e nas Olimpíadas Escolares. Nessas competições, observamos as atletas, relacionamos aquelas de nosso interesse e conversamos com os técnicos de cada jogadora. Formamos uma primeira lista de 44 meninas, mas temos outras relações de atletas para serem avaliadas ao longo dos próximos anos", contou Rizola.
Percy Oncken, treinador da equipe masculina, segue procedimento parecido para a seleção de seus atletas. "Nosso foco é a observação dos Campeonatos Brasileiros de Seleções. Mas também vamos a outras competições, como os estaduais e os Jogos Escolares. Este ano foi o que mais viajamos. Mapeamos uma geração de atletas através dos campeonatos. Também entramos em contato com treinadores que trabalham forte na formação de atletas", explicou Percy, que no ano passado comandou a seleção juvenil até o título do Campeonato Mundial, na Índia.
Na avaliação em Saquarema, um dos maiores desafios dos jovens jogadores é conviver com a pressão, com a possibilidade de ser cortado a qualquer momento. "A vida em si já é uma pressão danada. O voleibol é apenas mais uma. O atleta tem que saber lidar com isso e não deixar o nervosismo interferir na sua atuação. São meninos, jovens. Saber conviver com a pressão é um diferencial", afirmou Percy Oncken.
No entanto, a avaliação dos atletas selecionados não obedece ao mecanismo de uma peneira comum. Ao contrário do que acontece em grande parte dos casos, na seleção todos têm direito a uma segunda chance. "Esta é apenas uma primeira avaliação. As atletas que não permanecerem no grupo, voltam para os clubes, mas continuam sendo observadas. Pesam a persistência, a determinação e o amadurecimento da jogadora. Se ela evoluir, poderá voltar à seleção. O processo é muito dinâmico", disse Rizola, que em 2009 esteve à frente da seleção juvenil, bronze no Mundial realizado no México.
O objetivo das avaliações no Aryzão é fechar o grupo que disputará o Campeonato Sul-Americano infanto-juvenil deste ano. A competição masculina será disputada de 9 a 17 de abril, na Venezuela. O torneio feminino será realizado entre os dias 24 de agosto e 2 de setembro, no Peru.